25 de nov. de 2009

QUE VENHA!

Caríssimos amigos, finda-se mais um ano e cá estamos de novo de braços abertos para um novo ano. Chegamos ao final de uma década do novo milênio. Seria assustador pensar mais sobre isso, caso eu não tivesse encontrado pessoas tão preciosas, cruzado com seres humanos tão especiais, e com eles ter dado as melhores risadas da minha vida, ter amado com nunca, ter chorado lágrimas de dar dó ou felicidade incontida. Mas o mais sensacional disso tudo é que foi imensamente bom ter sentido todas essas coisas com vocês por perto ou até mesmo por vocês!

Foi um ano em que revisitei amizades, renovei laços, encontrei gente nova e conheci outros eus. Muita gente se foi e muitas outras chegaram. E é com muito amor que venho até este, "comemorar" com vocês esse ano - ora estranho, ora surpreendente, mas por fim marcante. Não encontrei melhor palavra para dar significado a essa partilha de momentos ímpares desse ano, que não fosse COMEMORAR. Me animei ainda mais quando 'cacei' o seu significado e encontrei: LEMBRAR JUNTO!

Sendo
assim faço dessa data um momento de comemoração por tudo que foi e será. Enfim...não quero que isso tudo seja piegas...mas de fato queria dividir esses sentimentos com vocês. Por vezes e muitos motivos, fiquei longe esse ano, e com isso, reanimou-se em mim um sentimento muitas vezes raro, a saudade, e com ela a lembrança que de fato sou iluminada por ter conquistado pessoas tão valiosas e por elas fazerem parte de mim. Que venha 2010... que ecoe o desejo de sermos mais leves, doces e fortes. Que as novidades sejam boas!
Um brinde aos meus.

Maria

11 de out. de 2009

A Prender

Difícil a tarefa de separar o joio do trigo quando o assunto é aprendizagem. Geralmente aprendemos as lições da vida de modo subjetivo sem tanta matemática como nos enunciados dos longínquos anos primários, colegial etc. Eis que dessa lição subjetiva que venho falar.

Achei no meu baú (já eletrônico) de cartas, escritos, uma que me chamou a atenção e me tirou por um instante o folêgo. Uma carta que não foi. Escritos cheios de sentimentos, um desabafo claro e sincero. Ficou aqui. Fiquei me questionando sobre a tamanha 'burrice', a contradição que tinha me acometido. Ora, logo eu que sempre gostei das coisas claras e tenho pavor de relações mal resolvidas.

Achei na época que falar seria o melhor. Me enganei. Vejo AGORA que algumas vezes isso pode ser pior. Desgasta, cansa, sofre(m). Ou seja, a lição veio depois de tanto tempo: o silêncio as vezes é o melhor. Ele é ouvido sim.

*Sem regras. Falar continua sendo bom. Falar em demasia que é prejudicial a saúde. Ass. A falastrona que tenta se lembrar disso todos os dias.

Que assim seja das próximas vezes. Que o coração e o silêncio (claro) dele seja mais vibrante que a voz.

2 de out. de 2009

Sobre desconstruir

A importância de desconstruir. Sim, sempre falamos da construção das coisas. Continua sendo um passo lúcido para 'concretizar' algo (aqui pareço reduntante, mas hei de me explicar melhor).

Muitas vezes questiona-se o processo de construção: uns dizem que precisa-se de mais tempo para formalizar (certos) acontecimentos. Pense sobre formalização contínua. Ou seja, constroi-se algo, fazendo. A verdade é: colocar a mão na massa - e o tempo é de cada um. Valorizei esse conselho, que me foi dado por alguém que me quer bem e tem todo zelo por mim (entenda-se pai).


Mas tão importante quanto a construção, é a descontrução. Mais especificamente a (des)construção de um sentimento pungente. Muitas vezes para se viver intensamente, a pressa nos atinge de tal modo, que parece que será a última oportunidade de sermos felizes. É preciso entender que a felicidade nos acomete continuamente! E dar olhos à ela é uma tarefa minuciosa.

...Voltando ao assunto do título, o sentimento precisa do seu momento de desfazer-se. Laços precisam ser desfeitos. A vida se encarrega de preservar e criar outros. Um em cima do outro pode causar nós, desgasta. Para entramos inteiro (se é que isso é possivel) é preciso desfazer-se delicadamente do sentimento. Isso não quer dizer apagar histórias, momentos vividos, tampouco esquecer. É um passo que independe do tempo - mas nesse caso tende a demorar mais um pouquinho, mas chega.

Assim...para não entulhar.

5 de set. de 2009

Tá confirmado: meu dia nunca acontece do jeito que planejo.
Não que dê errado. não não...mas (quase) sempre os caminhos mudam, os sonos também e as conversas...
A minha personalidade metódica confronta com tantos acasos.
Mas todos já estamos nos acostumando...afinal pra que aprizionar a natureza das coisas?!

11 de ago. de 2009

ando meio Super 8

Não sei ainda o que isso quer dizer. Mas a sensação é essa: ando meio Super 8. Granulada. Meio 'embaçada'. Ajustando o foco. Ao mesmo tempo um flash-back de momentos. Mas daqueles marcantes, que só as Super 8mm registram (ou parecem registrar). Sem romantismos.

Mas quando vemos imagens feitas por ela, logo nos remetem à uma memória afetiva, ainda que sejam de outrem. Memória de outro, mas que apanhamos como nossa como se estivessemos lá.

Taí o sentimento. Ou não.

"Hoje andando pelas ruas, com coisas bem tristes e angustiantes passando pela cabeça, mas o sorriso era mais forte que qualquer incomodo que gera dor. Nada naquele momento interferiria na felicidade espontânea que se mostrava em passos leves, olhar atento e brilhante e a coragem de ir"

E mais uma vez vejo várias vidas passando por mim e me sinto ínfima perto de tamanha pungência de vidas e histórias.

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=Super-8 é um filme reversível, ou seja, filmado e revelado como imagem positiva num mesmo material (ao contrário do padrão negativo/positivo da maioria dos sistemas de fotografia e cinema).


9 de jul. de 2009

Alma lavada (de novo!)


Alta dose de alma lavada. Alma essa que muitas vezes esquece o valor do tempo. Das coisas. Que só o tempo mostra a sabedoria das minucias da vida. Basta a gente querer entender isso ou não. Basta a leveza de cada um e a disposição de enxergar o que fica ali, latejando como um músculo do peito "jogado" na sua frente, fresco e pulsante. E para continuar a viver/bater, é preciso tempo.

6 de jul. de 2009

É disso que também sou feita

“Para onde vai o meu amor quando o amor acaba?". Com essa frase do Chico, começava um texto que li esses dias. A reportagem tratava de literatura, em que a discussão era acerca do encontro entre dois ex namorados artistas que se encontraram há num evento literário. Cada um com seu trabalho novo que tinha como base o término deles. Ok. O fim está pra todo mundo. A razão de cada um, também é comum a todo ser mortal, ainda que seja relativo.

Já até falei aqui sobre esses fins e esse amor que fica. Não serei repetitiva sobre meu entendimento do amor, que não acaba, e sim, anda, molda-se, vive, perdura. Mas será mesmo que isso é pra todo mundo, ou eu sou essa estranha (que confirmo isso a cada manhã quando penso e me olho no espelho?). Estou aqui num conflito que me emperra e me paralisa diante de um antigo amor que já foi cheio de paixão e agora é só amor. Mas é amor pra mim. Seria para o outro? E quando não é para outro, deve ser divulgado para o mesmo?

Acredito que amor e esses sentimentos nossos de cada dia se mostra de outras formas que não a verbal. Mesmo acreditando nisso, ele agora não sobressalta as linhas do tempo e nem ao coração aflito. Queria agora, arranca-lo do peito, passar borracha na lembrança e seguir como página em branco. No entanto, eu, não levanto bandeira para os esquecimentos. Me apavora pensar que os outros esqueçam e que consigam seguir como se nada nunca tivesse os arrebatado e deixado uma história que foi vivida e sabida. Mas agora, tudo me apavora: a impossibilidade de um novo amor, a vida sem o outro amor, o rompimento dos laços a desesperança da vida a dois.

Imagino que daqui algum tempo, lerei isso e acharei graça “ó ingênua Maria, como pensara isso, olha nós aqui de novo amando e sendo amada e aprendendo tudo que já foi experienciado e deliciado!”.

Mas agora, isso sou eu! Um medo e uma quietude.

5 de jul. de 2009

PARA SER BOM TEM QUE SER LEVE

InCansavelmente repetirei.

23 de jun. de 2009

Viver requer colocar a mão na massa

Para viver, tem que colocar a mão na massa. Isso é, se relacionar, viver o osso das coisas (se é que você me entende). Se relacionar não é fácil. Ninguém disse que era.

E em nome dessa tal 'facilidade', as pessoas não sentam e resolvem as coisas, não discutem os seus entraves e suas felicidades - Ora, alguém aí, se pergunta: felicidade se discute? Não necessariamente se discute, mas pode ser enunciada. Acredito que conseguimos fazer isso muito mais por gestos, olhares, sorrisos, ombros manhosos...

Mas enfim, o fato é a facilidade das coisas. Dispenso. Queima-se fosfato mesmo, é ruim, desgastante discutir, resolver o que nos incomoda. E por essa razão, muitas vezes, deixamos pra lá, para uma outra vez ou pra vez nenhuma. Não Não. Pingos nos 'is'. Colocar a mão na massa está aí. Sermos persitentes (Tarefa difícil saber saber a difenreça com Insistência...).

Crer que a troca não se deixa passar. Que relacionar-se é bom...trás alívios e delícias, mas também trás dor de cabeça. E quem nem por isso, vamos 'descartar'.

Envolva-se!

17 de jun. de 2009

Era uma resposta/recado ao post do blog amigo

Pensei: quero fazer um texto a partir de um outro post, um tete-a-tete...
Mas enfim, logo percebi que faço (fazemos) isso o tempo todo, o tempo inteiro. Fui ler Clarice, Caio, Vinicius, ouvir Chico e ver Linklater...e deu nisso. Ainda bem! Mas falar desse tal amor, sempre vai ser decisivo e falível até o próximo. Aprendemos tudo sobre ele e desaprendemos na mesma intensidade. Enfim, o jargão, tudo novo de novo.

A bem da verdade é que falo de mim. Que amei e fui amada. Soube e já não soube. Quando senti, contei. E quando deixei, também silenciei. E esse troço não acaba. Quase um poço sem fundo, que quando a gente acha que acabou, lá vem a cabeça(que muitas vezes atende por coração), tirando da cartola mais e mais amor.

E o poço é fundo também,não tem fim para o choro, que dá até dó, risadas incansavéis, olhos mareados sempre, mais choro, depois choro e abraço e riso e raiva e solidão e cumplicidade e adeus.

Na hora do tchau, é um doer sem fim. É ver o amor ficando embaçado, ainda que temporariamente. Mas ele está lá. É de lágrima(s). Mas ele também é tão inteligente e gosta tanto de viver, que vai encontrando um jeitinho, se acomodando no peito de um jeito que não morre mas fica ali quietinho, vivendo, pulsando...mas de um outro jeito. E isso é simplesmente real e incrível. Aí você vê o quanto vale a pena, o quanto vale se 'desproteger' dos perigos,de sofrer de várias, mas também nos deixaria sem sentir, que a coisa mais senscional da vida!

p.s: viví medroasamente algumas histórias. Mas de fato é minha coragem momentânea me faz andar pra frente.

11 de jun. de 2009

Boa descoberta!

Assim...

Pois é, as coisas aconteceram e andam acontecendo. A vida é uma mistureba de coisas que muitas vezes achamos que temos controle, mas ledo engano, não temos. Acreditei nisso grande parte do tempo, mas essa danada de vida me mostrou que não, não tem jeito. É bom as vezes achar que temos, e de fato, acredito que nossas escolhas podem ser consideradas 'controle'. Mas quando falo de mistureba, é pelo simples fato de os encontros serem do jeito que são, com as pessoas que são. E aí tem uma música, um filme, um show, uma experiência, um amigo em comum. E aí tem novos encontros, novas pessoas, novos nomes (ou não), novos números, e sim, velhos artificios, velhos discursos, aquele já manjado olhar e risada. E quando achava que isso era a mais pura falta de personalidade, gesso da vida, vejo que somos nós. Velhos e novos ao mesmo tempo. (Ainda não sei seu horoscópo, talvez nem saiba. Ainda não falei da minha música favorita ou do meu último caso engraçado, talvez nem o fale. Mas aqui estou eu, assim, desse jeitinho meu, passivel às mudanças, existindo com as mesmas manias, sendo eu assim, desse jeito). E lá vamos nós).

9 de jun. de 2009

Deixar o ar te respirar

Sensação de dever cumprido. Hora de deixar a vida mostrar as possibilidades que querem se mostrar. Possibilidades essas que quero receber de braços abertos, como se fosse uma nova vida, um brilho novo, sem a fissura de uma grande novidade, mas simplesmente ares novos. É aprender deixar o ar te respirar. Antes pensava como isso seria possivel, agora vejo tal afirmação ser palpavel. E assim, quero fazer que minhas palavras ganhem força e meu pensamento se torne realidade. Uma realidade que está tão de baixo dos meus olhos quanto meu nariz. É a vida querendo se mostrar, e eu me sinto poderosa por não ter controle da minha vida, ou melhor, saber que não poder controlá-la., só escolher os caminhos. Como pode isso acontecer? Ainda não sei responder, mas retribuo nesse momento os sorrisos que a vida tem me dado e sinto o real, dessa vez de perto e humilde. Nada grandioso que me deixe sem os pés no ar, mas sinto a felicidade de querer que as coisas dêem certo,e que eu também seja responsável por isso.

Que meus desejos tenham mais força que a saudade, que o passado, que curiosidade.
E agora vejo, que esse não é mais um dos meus desejos desesperados e impossíveis. É tão possível que já sinto aflorar galhos de serenidade em mim. É um simples desejo de tornar real o que sinto. Entrar em contato com esse turbilhão de emoções que sou eu. E ver esse turbilhão ser apenas uma coisa: desejo. Desejos possíveis, que consigo ver, sentir, apalpar.

Releio mensagens, escuto músicas que marcaram momentos. Pensamentos bons invadem minha cabeça, e agora, o que quero deles? Somente a lembrança sem "a" saudade. Respeitar cada uma dessas coisas, que foram valiosas e fizeram um tanto de mim, mas que estão e ficaram lá, no passado.

Quero agora o presente, fazer dele meu objetivo de vida. Será que consigo? Esse é o desejo latente e desprentecioso. O desejo de fazer valer o presente e que eu o perceba.
Agora respiro mais aliviada. E deixo me respirar também.

18 de mai. de 2009

...

...que quando acaba sempre fica a saudade e uma memória!

16 de mai. de 2009

à algum lugar

Entender a vida como um mar de possibilidades, pode muitas vez parecer uma grande 'balela'. No entanto,as possibilidades se mostram nos momentos mais pequeninos,que nada significariam se não nos atentassemos para elas.

Quando se fala do ser humano, tudo fica mais duvidoso. Afinal vivemos de incertezas. E são justamente dessas incertezas que devemos nos alimentar.
Criar um projeto do qual se acredita, onde se envolve pequenas sementes de possibildades.

Propostas de trabalhos precisam ser testadas. A metodolgia pode (e deve) sofrer modificações para mostrar qual a melhor forma, o melhor caminho. E os caminhos são formados assim, na caminhada. No esforço de se querer chegar à algum lugar.

15 de mai. de 2009

Eu estou tão confusa quanto você. E me perco. Em mim. E em você.

6 de mai. de 2009

A Fotografia

A fotografia me interessa não só pela imagem nela contida, rabiscada por luz.
Me interessa o que está por trás. A história do retratado.

A fotografia é sentimento.


É história. Memória de algo que ainda é pungente, ao mesmo tempo, algo que já foi.
A fotografia conta e reconta, cristaliza.
Cristais de prata sensíveis à luz contam histórias,
seja em cores múltiplas ou em duas cores.

12 de mar. de 2009

Pool

Permitir-se mergulhar. Até quando "o mar não está pra peixe". Eis que me vejo nessa situação. Permitir que (até) as coisas inesperadas aconteçam. E foi assim, ou por isso, que me deparei com esse desafio.

Permitir que a saudade invada.
Que a solidão torne-se oportunidade.
Que uma queda vire um passo.
Ou literalmente uma queda, porque não?!
É dificil, eu sei.

Por hora acreditava que não daria conta.Ainda questiono se dou mesmo...
Mas enfim, tampei o nariz e fui, desci...mergulhei.E confesso que tenho aprendido a nadar 'nisso' tudo. Mas permitir-se, é acima de tudo, não deixar de sermos essência. É lembrar que somos nós.Embora sirva como experiência, esse mergulho vem para transformar algo que nunca foi.

Então deixe vir "o" tudo que tem em você e vai.
Chega-se longe!

31 de dez. de 2008

NADA MUDA DO DIA PARA A NOITE.
MAS DO DIA PARA NOITE, ALGO PODE MUDAR...NEM QUE SEJA UM VENTO SORRATEIRO, UM PENSAMENTO VADIO OU A BATIDA DO CORAÇÃO.
E ISSO MUDA O ANO INTEIRO. DO DIA PARA A NOITE.

16 de dez. de 2008

Nada

Ok. Assim será. Está decidido. Não quero notícias. Tão pouco dá-las.

Nem ver, nem saber de nada. Nada que remeta, que lembre, que se meta.

Assim será. O tempo é quando.

Quero disso, só os laços.

As chaves, te entrego num futuro, num tempo que não sei quando nem onde.