17 de jun de 2009

Era uma resposta/recado ao post do blog amigo

Pensei: quero fazer um texto a partir de um outro post, um tete-a-tete...
Mas enfim, logo percebi que faço (fazemos) isso o tempo todo, o tempo inteiro. Fui ler Clarice, Caio, Vinicius, ouvir Chico e ver Linklater...e deu nisso. Ainda bem! Mas falar desse tal amor, sempre vai ser decisivo e falível até o próximo. Aprendemos tudo sobre ele e desaprendemos na mesma intensidade. Enfim, o jargão, tudo novo de novo.

A bem da verdade é que falo de mim. Que amei e fui amada. Soube e já não soube. Quando senti, contei. E quando deixei, também silenciei. E esse troço não acaba. Quase um poço sem fundo, que quando a gente acha que acabou, lá vem a cabeça(que muitas vezes atende por coração), tirando da cartola mais e mais amor.

E o poço é fundo também,não tem fim para o choro, que dá até dó, risadas incansavéis, olhos mareados sempre, mais choro, depois choro e abraço e riso e raiva e solidão e cumplicidade e adeus.

Na hora do tchau, é um doer sem fim. É ver o amor ficando embaçado, ainda que temporariamente. Mas ele está lá. É de lágrima(s). Mas ele também é tão inteligente e gosta tanto de viver, que vai encontrando um jeitinho, se acomodando no peito de um jeito que não morre mas fica ali quietinho, vivendo, pulsando...mas de um outro jeito. E isso é simplesmente real e incrível. Aí você vê o quanto vale a pena, o quanto vale se 'desproteger' dos perigos,de sofrer de várias, mas também nos deixaria sem sentir, que a coisa mais senscional da vida!

p.s: viví medroasamente algumas histórias. Mas de fato é minha coragem momentânea me faz andar pra frente.

Um comentário:

the build up disse...

"Mas ele também é tão inteligente e gosta tanto de viver, que vai encontrando um jeitinho, se acomodando no peito de um jeito que não morra, mas fica ali quietinho, vivendo, pulsando...mas de um outro jeito."

é.