29 de nov. de 2010

Lá se vai mais um...

...mais uns trezentos e sessenta e cinco dias. Para mim é cada vez mais impossível falar dos dias sem agradecê-los, lembrá-los como forma de fixar um sentimento latente e um sabor de SER. Dividir 24h do dia com alguém que lê, foi vivenciar uma cor, um gosto, um afago. Alguma vez algumas horas de um dia qualquer transformou-se em fogo. ou suspiro terno. Foi (ou é?) tempo de ver passos, ouvir o tic-tac bem lá de longe. E cá estamos, adentrando em mais um mar...parte de um oceano nosso...mais uma vez. 2010 começou em outras terras, com tantas línguas diferentes, em uníssono desejo de alegria. Era tanto coração, eram tantos corações eram tantas coisas. Foram tantas histórias...e estou aqui mais uma vez com ele, o coração, na mão, com algum batendo na garganta. Sem verbo exato. Dessas outras terras onde não me senti tão forasteira, foi possível VER a vibração. Dessa, seguiu-se o tempo. Fez-se um presente musicável. Fez-se mil presentes. E com mais um "Que seja..." vem todo o querer que os próximos trezentos e tantos dias, sejam presentes. E que neles, ou em alguns deles, estejamos. Que seja de afagos, sabores e claro...doce e leve! Que venha!

28 de nov. de 2010

Qual a garantia temos? Como saber o momento exato para o próximo passo?




12 de out. de 2010

São os gestos, os códigos que diferenciam uma relação da outra.

De mim

Gosto de me dedicar à casa, ao caso, à causa.

3 de out. de 2010

1984 - 2010

Nasci em 1984. E desde então toda eleição era festa, expectativa, celebração. Em minha casa às vésperas das eleições se transformava em QG de militantes, amigos de meus pais, nos ensinando desde cedo o que era partilha, comunhão e fraternidade. Nos meses que antecediam outubro, faziam campanhas, bandeiradas, encontros estratégicos. E lá estávamos nós, vestidos de vermelho e aprendendo que a vida é feita de perseverança, luta, amor a uma causa e respeito. Muitas noites não tinham babá para ficar comigo e meu irmão e lá íamos nós, pequeninos militantes ao encontro dos demais companheiros de meu pai e minha mãe e outros filhos. Não me recordo de ter reclamado dessa vida de lá e cá. Para mim e imagino que para meu irmão também, era uma festa. Tenho uma lembrança muito terna dessa época. Quando tinham comícios então nem se fala. Era pura emoção ir à Praça da Rodoviária ou Praça da Estação assistir aos primeiros comícios do Lula.

Todo dia de eleição era de encontros ansiosos, amigos acompanhando as apurações das urnas de papel. Um dia inteiro dedicado àquele momento. Era também frustração, mas uma alegria imensa ver tamanho engajamento. E foi com este tal barbudo que me emocionei várias vezes. Foi ele quem me carregou nos braços e foi com ele que entendi o que era o SER humano e político. Foi desse “berço” que construí sonhos, aprendi história, a falar firme e acreditar nas convicções de um mundo melhor. Sei que o partido que minha mãe foi uma das fundadoras, errou, fez bobagens e hoje precisa sim rever várias questões. Mas foi nesse partido que com muita alegria conheci pessoas de grandeza humana e foi por ele que vi meu país mudar. E quero que continue sendo ele à frente dessa transformação.

Certamente um dos dias mais emocionantes da minha vida foi o 27 de outubro de 2002. Ir à Avenida Afonso Pena e encontrar com meu pai, minha mãe, meu irmão, amigos de nascimento e uma multidão. E eu enrolada num baiderão vermelho, ver e ouvir o nosso novo presidente dizer que a esperança venceu o medo e ser abraçada por um senhor de cabelos brancos que nunca vi na vida, que chorava de alegria.

Por isso, pelos meus 26 anos, que eu sigo o Lula e sua graça. Pela mudança que eu vi e experienciei acontecer na vida de tanta gente…tanta gente, que hoje voto na continuidade da esperança. Nunca o Brasil foi tão soberano, forte em diversas áreas, forte para os outros. Não houve USA que tentasse invadir território. Nunca estivemos tão próximos dos nossos países vizinhos e nos fortalecendo juntos. Há muita coisa ainda por fazer e por isso mesmo que a escolha já está feita. Continuar mudando para o bem. Talvez eu não tenha mais aquela mesma emoção dos encontros, das bandeiras, dos choros e alegrias da rua.

Mas certamente meu coração se alegra em viver e ver mudança e sentir mais justiça e dignidade na vida de brasileiros, muitos esquecidos. É disso que quero lembrar e viver. O tal mundo melhor continua sendo construído e definitivamente ele é responsabilidade minha e de todo mundo que está por aqui. Sem pensar no próprio umbigo nós vamos. É valor repassado e transgressor.

3 de outubro de 2010. Eleição primeiro turno.






11 de set. de 2010

D'alma

A música é alimento d'alma.

3 de set. de 2010


Qual a diferença?

Um fato me invade constantemente: distiguir paciência de acomodação. Quando é de fato hora de parar e pensar, esperar a sua vez, e quando o entedimento antecipado paralisa e você simplesmente deixa "tudo" passar? Não sei. Não sei mesmo a diferença. Ser insistente ou persistente? Também não sei. Por receios - medos, deixo pra lá e conformo. Principalmente quando o verbo ir se conjuga no plural.

25 de jul. de 2010

Tenho mais ou menos 15 cicatrizes espalhadas pelo meu corpo. Durante o tempo elas foram se acumulando por diferentes razões. Outras se juntarão. Tenho dezenas de cicatrizes espalhadas na alma. Adoro todas elas.



19 de jul. de 2010

Dicas e mais uma lista

Lista - Se não fosse ela talvez tudo ficasse mais confuso. Na cabeça existem várias, nos blocos algumas hoje em dia. Aqui talvez eu construa novas. A de conselhos ao mundo (quanta pretensão). Proponho um começo, uma partilha, seja para quem por aqui passar ou não...em alguma esquina elas ecoarão também. Mas sem pretensões, mas com humor e leveza, para eu gravar e aprender...ei-la:
  1. Faça Yoga.
  2. Case - exercício de companheirismo e partilha. Talvez demodê para alguns em dias atuais ou descrença para outros (fases), não deve ser fácil, mas ninguém falou que fosse fácil.
  3. Envelhacer com dignidade - Aproveite a vida sem excessos. Nada de rabugentice, só serenidade para entender que o tempo passa e precisaremos uns dos outros, mas que antes disso, sejamos utéis para a gente e para o outro. Alongue-se!
  4. Se chorar não durma logo em seguida.
  5. Não carregue muito peso. Dói mesmo depois. Pra quê se pode dividir, ou por tempo ou com alguém?
  6. Em terra alheia se pisa devagar - Não se ache nativo onde de fato não é.
  7. Olhe o céu. Revigora. E agradeça sempre.
  8. Se estiver indo ao cinema sozinho e houver lugares disponiveis, evite sentar do lado de outro "companheiro" de cinema também sozinho. Uma ética. (*Mais sobre cinema em outro post).
  9. Faça back up dos seus documentos no computador. Pelo menos de 3 em 3 meses.
  10. Não sei se esse conselho vale o décimo lugar, mas aqui vai: não termine o namoro no final de semana. Não termine um namoro no final do ano. Ambos os casos são muito prejudiciais. Claro que tem vez que não tem como evitar. Términos são términos e algumas vezes inevitaveis. Mas pense melhor, divida os pontos.
Mais virão...

Dicas e mais uma lista

Se eu pudesse dar uma dica ao mundo a primeira seria: faça Yoga. Pelo menos uma vez na vida! Seja sedentário ou não, a prática tem o poder de mudar de alguma forma seu jeito de ver e entender coisinhas (ou coisonas) da vida.

10 de jul. de 2010

UM DIA FUI BRINCAR DE SER II

A vida é mesmo um estica-e-puxa. Para viver cada diazinho é preciso jogo de cintura. Ninguém te disse que seria fácil. Ninguém te deu manual de instruções, bula. Fomos arraigados de valores, discernimentos, parâmetros, para não cairmos "macio" nesse penhasco.

Cabe a nós, juntar esse adobe e usar ao longo das horas na nossa vida. Aprendemos diariamente o que é Ser.Vivemos, aprendemos (tem hora não), a dizer sim ou não, a ir ou recuar. E isso, meu amigo, parece que vai ser por todo o caminho.

Nessa altura, com tanta coisa ainda por vir (e que venham), já é possível olhar para o breve percursso percurrido e ver que Ser é realmente divino e difícil. E que o que foi, literalmente foi. Mas por essas coisas que já foram, dá para pegar um bocadinho para pensar. E que venham as músicas para trilhar, paisagens (des)toantes, sendo alento...companhia necessária. E água: para matar a sede na caminhada.

6 de jun. de 2010

Encontros

É assim: os encontros, atravessam nossa vida sem aviso prévio. Esteja você preparado ou não.
Nem mesmo as leis da física explicam os encontros. Nem.
E que eles venham!

25 de mar. de 2010

Dentro e fora. Nada mais.



Ele em um encontro posterior disse à ela, em um quase neutro tom, não fosse ao olhar agudo: "Tem duas coisas que preciso te entregar" - ela sem entender, lhe responde "o quê?", quase com a mesma intimidade de anos atrás e o mesmo sorriso claro. "As chaves da casa e um livro de fotografia que nunca saiu da embalagem de presente e do armário".


Em um momento póstumo, ela coloca uma música para tentar lembrar de você.

24 de mar. de 2010

Tradução de uma vida em ritmo

Pôr do sol é sempre deslumbrante.
Quando acontece do lado de fora e de dentro.



20 de jan. de 2010

Havana - Cuba - Dezembro 2009

"Respirar. Sentir o sabor do que comer.
Caminhar. Se chover, tomar chuva.
Não esperar nada acontecer.
Ser gentil com qualquer pessoa
..."



Havana - Cuba - Dezembro 2009

25 de nov. de 2009

QUE VENHA!

Caríssimos amigos, finda-se mais um ano e cá estamos de novo de braços abertos para um novo ano. Chegamos ao final de uma década do novo milênio. Seria assustador pensar mais sobre isso, caso eu não tivesse encontrado pessoas tão preciosas, cruzado com seres humanos tão especiais, e com eles ter dado as melhores risadas da minha vida, ter amado com nunca, ter chorado lágrimas de dar dó ou felicidade incontida. Mas o mais sensacional disso tudo é que foi imensamente bom ter sentido todas essas coisas com vocês por perto ou até mesmo por vocês!

Foi um ano em que revisitei amizades, renovei laços, encontrei gente nova e conheci outros eus. Muita gente se foi e muitas outras chegaram. E é com muito amor que venho até este, "comemorar" com vocês esse ano - ora estranho, ora surpreendente, mas por fim marcante. Não encontrei melhor palavra para dar significado a essa partilha de momentos ímpares desse ano, que não fosse COMEMORAR. Me animei ainda mais quando 'cacei' o seu significado e encontrei: LEMBRAR JUNTO!

Sendo
assim faço dessa data um momento de comemoração por tudo que foi e será. Enfim...não quero que isso tudo seja piegas...mas de fato queria dividir esses sentimentos com vocês. Por vezes e muitos motivos, fiquei longe esse ano, e com isso, reanimou-se em mim um sentimento muitas vezes raro, a saudade, e com ela a lembrança que de fato sou iluminada por ter conquistado pessoas tão valiosas e por elas fazerem parte de mim. Que venha 2010... que ecoe o desejo de sermos mais leves, doces e fortes. Que as novidades sejam boas!
Um brinde aos meus.

Maria

11 de out. de 2009

A Prender

Difícil a tarefa de separar o joio do trigo quando o assunto é aprendizagem. Geralmente aprendemos as lições da vida de modo subjetivo sem tanta matemática como nos enunciados dos longínquos anos primários, colegial etc. Eis que dessa lição subjetiva que venho falar.

Achei no meu baú (já eletrônico) de cartas, escritos, uma que me chamou a atenção e me tirou por um instante o folêgo. Uma carta que não foi. Escritos cheios de sentimentos, um desabafo claro e sincero. Ficou aqui. Fiquei me questionando sobre a tamanha 'burrice', a contradição que tinha me acometido. Ora, logo eu que sempre gostei das coisas claras e tenho pavor de relações mal resolvidas.

Achei na época que falar seria o melhor. Me enganei. Vejo AGORA que algumas vezes isso pode ser pior. Desgasta, cansa, sofre(m). Ou seja, a lição veio depois de tanto tempo: o silêncio as vezes é o melhor. Ele é ouvido sim.

*Sem regras. Falar continua sendo bom. Falar em demasia que é prejudicial a saúde. Ass. A falastrona que tenta se lembrar disso todos os dias.

Que assim seja das próximas vezes. Que o coração e o silêncio (claro) dele seja mais vibrante que a voz.

2 de out. de 2009

Sobre desconstruir

A importância de desconstruir. Sim, sempre falamos da construção das coisas. Continua sendo um passo lúcido para 'concretizar' algo (aqui pareço reduntante, mas hei de me explicar melhor).

Muitas vezes questiona-se o processo de construção: uns dizem que precisa-se de mais tempo para formalizar (certos) acontecimentos. Pense sobre formalização contínua. Ou seja, constroi-se algo, fazendo. A verdade é: colocar a mão na massa - e o tempo é de cada um. Valorizei esse conselho, que me foi dado por alguém que me quer bem e tem todo zelo por mim (entenda-se pai).


Mas tão importante quanto a construção, é a descontrução. Mais especificamente a (des)construção de um sentimento pungente. Muitas vezes para se viver intensamente, a pressa nos atinge de tal modo, que parece que será a última oportunidade de sermos felizes. É preciso entender que a felicidade nos acomete continuamente! E dar olhos à ela é uma tarefa minuciosa.

...Voltando ao assunto do título, o sentimento precisa do seu momento de desfazer-se. Laços precisam ser desfeitos. A vida se encarrega de preservar e criar outros. Um em cima do outro pode causar nós, desgasta. Para entramos inteiro (se é que isso é possivel) é preciso desfazer-se delicadamente do sentimento. Isso não quer dizer apagar histórias, momentos vividos, tampouco esquecer. É um passo que independe do tempo - mas nesse caso tende a demorar mais um pouquinho, mas chega.

Assim...para não entulhar.

5 de set. de 2009

Tá confirmado: meu dia nunca acontece do jeito que planejo.
Não que dê errado. não não...mas (quase) sempre os caminhos mudam, os sonos também e as conversas...
A minha personalidade metódica confronta com tantos acasos.
Mas todos já estamos nos acostumando...afinal pra que aprizionar a natureza das coisas?!