30 de out. de 2008

Da Rotina

Lavar calcinha no chuveiro,tirar poeira do móvel, responder e-mails, ver as tonalidades do céu nos últimos dias, experimentar cada dia um calor diferente. Ouvir hoje, uma coisa que nunca ouvi...e ouvi mais uma vez uma canção que escutei a vida inteira.

Cessar o choro e rir de uma coisa bo(b)a, uma lembrança. Pegar fotos. Sensações inevitavéis.Frio na barriga ao passar delas.

Acreditar que é possível. Qualquer coisa. E em instantes desacreditar de novo. Esse vai-e-vem.E é chato!

Preciso de dias menos chatos.


A falta de rotina anda me perseguindo. Nem tenho tentado fugir dela.

Qualquer explicação ou tentativa de entendimento voa.E vai para lugares longes...a perder de vista.

A necessidade de escrever, laça, mas me imperra. Algo como o medo.

11 de out. de 2008

O Jovem e a pluralidade

O ser humano é cheio de possibilidades.
Viajando por alguns lugares da Grande BH,onde imaginamos não existir Zona Rural,é possível encontrar sonhos diferentes,olhares que desejam diferente, carinhos silenciosos.

A grande mídia corrompe muito desses sonhos e diferenças. Faz todo mundo, ser um só.
O poder da diferença não prevalece em grande parte da população e principalmente entre os jovens, que massificados por modelos de vida pré-fabricados, acreditam que o sonho e o prazer é único e regular. Mal sabem eles da delicia de ser diferente.

Respeitar a diversidade, não só cultural, mas de sonhos, permite que nos tornemos indivíduos mais plurais.



25 de jun. de 2008

(...) para você em confidência

Se eu fosse escolher o que queria ao certo para minha vida, não chegaria a nenhuma conclusão. Sendo assim, pontuo o que em você,me faz sentir assim, tão...

Primeiro, que nunca achei que nos encontraríamos dessa forma; segundo, que me sinto imensamente feliz por essa surpresa. O jeito que acordo e penso o dia. Tudo novo de novo. A risada que dou das nossas conversas descabidas e descabeladas.

Esquentar um simples pão com você, ganhou outro sentido.
Não não, isso não é uma declaração.
É somente a forma que consegui externalizar e dizer para eu mesma entender o quão a vida é feita de coisas simples e valiosas.

Insisto em não ver passado e nem tentar adivinhar o futuro.Confesso que às vezes me escapole tal lucidez. Mas quando me pego no presente,olhando e sentindo você por perto, repito para que os corredores da minh’alma ecoem:já valeu a pena!

E que assim, sem muitas firulas, a gente continue sendo a gente. Fazendo de 'nós', dois

inverno/de um ano/bom

Caminhada

Sempre quis escrever sobre minha caminhada.
Eis que o faço agora.
Cerca de seis quarteirões são atravessados por mim, até o meu destino.
Em 365 dias vi nitidamente as quatro estações, vi sombra,
sol queimando, chuva que fez escorregar.
Vi também construções. Muitas.
Vi muro baixo, azul fogão, casinha linda, com criança brincando.
Vi esse mesmo muro subir. Ficar cinza. Sem criança.
O pé de romã não tinha mais fruta.
Vi passarinho. Vivo e morto.
Hoje vejo pipas ganhando o céu, e jovens ganhando as ruas.
Correm, sobem nos telhados, nunca olham o horizonte, só para cima.
Meninos correndo atrás dos que caem, são apressados.
Nada mais divertido...e perigoso.
Os ventos são esses agora.
Não os mesmos que ventavam sobre mim há 12 meses.
São outros, como aquela história do rio.
Espero rever muros baixos, jardins floridos, crianças conhecendo e desbravando as ruas,
numa inocência que erradia e faz de nós, meros chatos adultos,
que precisamos (re)descobrir delícias.

?

É... não sei de onde tirei tanta imaginação. Acabei me podando por pensar demais.

Por hora não me reconheço, em meio a racionalidade que insiste em rodear qualquer possibilidade de entrega. E haja desculpas. Em uma tentativa de resoluções, ligo o som, procuro um cd adequado, mudo as estações do rádio, leio o dicionário, e isso tudo até parece ajudar. Mas é medicação paliativa.

Me vejo sendo algo que não me interessa nem um pouco ser. Tento sem titubear entender as razões, a origem de tais atitudes. (In)felizmente a resposta está num futuro breve, que será consumado logo quando o encontro existir; as palavras ganharem o ar próximo aos ouvidos certos; o nervosismo não se refletir em replicante reação desfavorável; as vontades se ajustarem nos desajustados toques e saídas nada triunfantes.

Como entender o outro? Como saber que o que o outro fala é simplesmente x e não z, como insisto em entender. Acabei dando ouvidos demais às racionalidades de uma tal maturidade (ou sei lá o quê), que acredita que nada é o que parece. E convictos disso, disseminam a idéia descabida, e nós, amantes por osmose, caímos como patos na desilusão. Essa que nós mesmo, ou no caso, eu, criei.

Algo precisa dar certo. Talvez deva entender que são testes. Mas o fato é que não estou querendo mais ser testada. Cadê a espontaneidade dos amores? A hora certa dos encontros? Os desajustes normais da vida, que é breve e não há tanto tempo para erros certeiros.

Penso, despenso, penso mais uma vez em fazer o que devia ter feito na primeira vez que te vi e meu arrepio era só um sinal que eu mesma não percebi.

11 de fev. de 2008

Evite o evitavel

Tem certas coisas que nem mesmo o mais sábio dos sábios e nem a pessoa mais resolvida do mundo, conseguem entender (ou se entender nas) às intemperies dessa vida mundana. Para ser mais precisa, dessa tal vida dos sentimentos (clan)destinos que insistem em bater na nossa porta/vida e dizer: “olá, cheguei”. É o tipo de ‘visita’ que não se espera.
Nunca estamos preparados para a avalanche (deliciosa) que irá acontecer nas nossas vidas.
Digo nossas, mesmo que essa avalanche venha, as vezes, só para uma das partes. Ainda sim existe sempre o rebote. Um punhado de cuidado aqui, outro punhado de desjuízo acolá. E lá vamos nós. A única dica é: evite as coisas evitavéis! Assim, a chance de uma das partes sairem machucadas é menor. - Cuidado menino. Se correr assim, vai acabar caindo! Os tombos são necessários, só não precisa fazer isso tão descabeçadamente...
Enfim, as avalanches somos nós. Somos nós que causamos e evitamos os feitos. Somos nós que damos vazão aos sentimentos. Que tranformamos invisibilidade em tato. Olhar em arrepio.
Somos nós os responsáveis pela morada.

12 de jan. de 2008

Homenagem à chuva

Hoje tomei banho de chuva. Há quanto tempo isso não acontecia. Tempo de libertação. De frio na barriga. Excitação ao sentir cada gota caindo em meu corpo e fazendo disso uma brincadeira. Entrei na dança e não fugi. Nem hesitei em correr. Mantive cada passo. Lento. No ritmo das gotas que ainda não eram muitas, mas já me enchiam de felicidade.

O vento veio. Abri os braços como se estivesse em um show e gostasse muita daquela música. E gosto. Para mim era música. Era dança. Era brincadeira de criança. Era som de molecagem.

O vento veio e bagunçou meu cabelo. Tirei os grampos. Soltei toda a amarra que podia ter, em uma vida que insiste em ser corrida. Ri daquilo. O vento ventava e levantava. Ele corria e mexia com todo mundo. Aceitei a brincadeira. Me vi menina. Numa meninice de dar gosto. De euforia. A mesmo euforia e gritos de banhos de chuva. (Sabe?) Aqueles de quando a gente era criança e sabia que era. Que não tinha muito medo. Que tinha gosto pela gargalhada.
Que sentia o cheiro da chuva de longe. E que fazia questão de molhar os pés na poça.

Era chuva sem raio e sem trovão.
Dessa vez eles não amedrontavam. Nada amendrontava.
O único perigo era não ir encontrar com a chuva. A vontade era de abraçá-la. Carinho em coisa amada. De algo que a gente sente saudade. Hoje eu abracei a chuva.

14 de out. de 2007

Tudo novo de novo.

... Parece ser a primeira vez que aquilo está acontecendo.

O nervosismo pouco antes do encontro, as palavras (des)ajeitadas, o tormento dos pensamentos “Será que eu fico assim, ou assim?”, “Será que ele tá notando?”....coisinhas bobas que insistem se fazer presente.

Não basta ter passado por isso algumas vezes. Cá estamos de novo, com a ansiedade e as mãos inquietas.

É incrível....é chato, mas é incrível. É a possibilidade de um novo amor.

E dessa vez tem cinema, bar, namoro no carro, músicas certas no rádio. É sorriso incontido. É uma nova seleção de canções. É descoberta. E é por isso que sempre vale a pena.

[e por fim] o que resta é parar pra pensar o que realmente quero...

...É esquecer das convenções, das dicas de revista, do(s) antigo(s) relacionamento(s).

Pensar novo. O cd ‘bala’ pode esperar mais um pouco.

E acabo rindo de mim mesma no final.

14/07/2007

7 de out. de 2007

Nós...e lá vamos

E MEU CORAÇÃO INSISTE.
VAI NA MINHA FRENTE. VAI VAI E NEM AVISA.
E EU QUE FIQUE AQUI E AGUENTE AS CONSEQUÊNCIAS!

18 de jul. de 2007

"O tanto de tudo que eu tô pra te dar"


1 de jul. de 2007

Sabendo que flutuar faz bem.
E que ter os pés no chão também.
Mas que é possível as duas coisas.
De bem e belém.
Deixando tudo ser. O mundo é meu lugar.

7 de jun. de 2007

Curiosidade

É tudo curiosidade (de novo). É querer saber quem é aquela pessoa.

"Como reagirei com o primeiro contato?/Será que seremos amigos?/Que pessoa interessante."

Mas algo nela me diz que existe alguma coisa estranha.Ainda não sei o quê. Mas qualquer ato dessa pessoa me desperta alguma coisa.Cada gesto é tão significativo...

Essa curiosidade me sacode. Faz tremer os joelhos durante alguns segundos. Ansiedade. Querer ir. E algo prende. E sei que sou eu mesma.A covardia me invade nos momentos mais inapropriados.

Cadê aquela Eu? Some e nem diz onde foi, quando volta ou porque se foi.

Vejo-me por fora e vejo que aquilo não sou eu! Sou também. E se isso causar dor, frio ou qualquer outra coisa que não sei o nome e também não quero saber, porque me faz mal. Mas precisamos saber o nome dos inimigos. (Precisamos?)Esse sentimento está cheio de texturas e cores. Cor carmim, eu acho.

Sossega coração. Fica quietinho só por um instante para eu pelo menos conseguir organizar esse pensamento que pensa de mais.Calma, só um pouquinho. Eu sei que você gosta de bater forte. Gosta de sair por aí sem pedir licença à quem lhe cede moradia. Vai indo. E vai mesmo. E eu que fique aqui para segurar as pontas.

Enfim, estou ali, de frente para o curioso. E sou eu que fico sem gestos, sem atos, sem ar. Mas para que ar? Parecia a morte. E morto não sente falta desse átomo.

Então...estou viva e ali.

Ainda sem saber como saber sobre aquilo, aquele alguém, aquela situação.Era para ser bom. Mas bom não era exatamente o nome daquilo que eu estava sentindo. Não preciso achar o nome de nada e nem solução. Deixo a cargo de outrem essa resolução.

Deixar que se eu tiver que conhecer aquela pessoa e aquela coisa que sinto, não seja responsabilidade minha. Não será. Não me racionalize. Não procure o que não existe. Não queira respostas irrespondíveis.

Queira ser. Sinta a música.(Estou ouvindo você nesse exato momento)

E te ouso melhor assim. Aquela voz que me falava ontem era estranha. Era estranho te ouvir.Prefiro ainda te escutar desse jeito. Com esse som. Deixa assim. Pelo menos por enquanto.

Mar, adentre

Dias atrás, me deparei com duas notícias que por alguns motivos me chamaram atenção. A primeiro foi que a NASA encontrou evidências de que existe um mar em Titã, maior lua de Saturno. A segunda foi uma enorme faixa de poeira em uma das luas de Júpiter, Io. Cada vez mais recorrentes, notícias sobre o espaço, planetas, morte de estrelas, explosões solares, são capas de jornais, nos fazendo refletir sobre o fato de não estarmos sozinhos, e de estarmos cada vez mais próximos dessa “novidade antiga”, que são os fenômenos e as fantásticas peculiaridades da galáxia. Sempre acreditei que não estávamos sós. Muita pretensão achar que, nós terráqueos, somos os únicos. Enfim, as sondas da NASA conseguiram fotos sensacionais dos respectivos planetas e a comunidade científica mais uma vez explode de felicidade. Afinal, foram mais de 10 anos de investimento e intensas pesquisas. Mas há algo que realmente me leva a pensar sobre a sincronia dessas informações: não é a primeira vez que Júpiter e Saturno são vistos juntos.

Caio Fernando Abreu já havia falado dos dois planetas. No conto intitulado “O dia em que Júpiter encontrou Saturno”, o escritor descreve um encontro, no qual o diálogo é o principal atrativo. Entre bizarrices e delírios, o conto é extremamente audacioso e envolvente... uma das manias de Caio Fernando. Para os astrólogos, os planetas exercem uma forte influência sobre nós. Saturno, por exemplo, é responsável pelas mudanças. Já Júpiter representa a expansividade. Há um pouco disso mesmo acontecendo no mundo. É evidente que as mudanças são inerentes, mas não sei até onde está acontecendo a tal expansividade. Cada dia mais, vemos o indivualismo tomando conta, as pessoas se fechando em cápsulas, protengendo-se delas mesmo. Entre grades e cercas elétricas, efeitos da “ultra modernidade” infernal, instalada nas sociedades, os cacos de vidro espalhados nos nossos atos, afastam qualquer possibilidade de troca, de envolvimento. E por que não se envolver? Por que não deixar ser o outro também? Talvez as mudanças precisem disso pra se fazer ser entendidas, e sem sustos.

Hummm, tá aí a explicação para a poeira em Júpiter. Embaçaram a expansividade. A poeira dá alergia, não pode ser varrida para debaixo do tapete. Limpar, deixar fluir se faz necessário. Deixemos a mudança acontecer. Que nos seja dada a possibilidade de sermos nós mesmos. Que possamos ter encontros, sem medo. É mar de gente, é poeira cósmica. É a vontade dos cosmos, são todos ‘esses’ nos ensinando que é bom se envolver e ser.

24 de mai. de 2007

Num domingo frio desses

Ao som de várias descobertas. Descobertas que acompanharam qualquer dor e alegria.

Cada tempo, uma trilha sonora. “O amor vindo de algum lugar” ou “O amor vindo de alguém” foi enredo de dúvidas e saudades.

Chuva varreu tudo pra lá. Fica no vento. Ele também te leva pra esse lugar.

Lugar presente. Lugar seu. Que depois pode não ser.

De todo aquele amor que estava atento, não sei onde foi parar. Era só pensamento vadio.

Clandestinidade afobada. Todos querendo ser uma outra coisa.

Em vão. Spartacus continua a embalar a doçura e a leveza que tanto busquei (e busco).

Entre linhas. Entre atos.

Entre tudo, isso!

Entre tudo, há.


11 de mai. de 2007

A Tereza não pensava em ser palhaça. Hoje é seu maior sonho e ofício.

Raquel explorou as mais diversas áreas: comunicação, teatro,cinema, filosofia... Hoje ama e trabalha com meio ambiente.

Tiago que se formou em comunicação. Hoje se comunica com sua música.

Eu que amava o frio, me alimento do sol e amo o calor.

Eu que sempre falei do caminho, do amor, de gente...hoje não sei lidar com nenhum deles.


19 de abr. de 2007

Na verdade ninguém podia explicar, o que nem mesmo ela sabia o que indagava. Descobriu que indagava a si mesma.

Com tantos devaneios e rudopeios, ela parou e pensou o que seu pensamento titubiou várias vezes. Ela não sabia o que fazer, afinal se perdeu nos diversos momentos em que tentou disfarçar com todas as caras, bocas e ombros manhosos. Ficou na corda bamba...e caiu!

A queda foi grande, mas havia um colchão, fino...mas havia. Ela sentiu a queda, sentiu a dor, ficou parada alguns instantes,achando na sua dramaticidade, que havia morrido. Era necessário o tombo. Afinal, ela sabia dos riscos (e vamos dizer que ela mesma ajudou a se jogar).

Delicadamente, foi se mexendo. E sem que ninguém percebesse movimentou cada membro que estava estatelado no chão (ó, no colchão). Este, que merecia ser fino, pra se ter noção da dor e do perigo que correu e insistiu. Lentamente foi se levantando. Não triunfalmente como costuma ser.

Singela, limpando a poeira da roupa e do corpo,foi erguendo-se sem olhar muito para os lados. Olhou pra cima, e sem acreditar na altura que tinha caído, ousou por instante se perguntar como chegou até lá.

Ela tinha todas as respostas na ponta da língua, e admitir era uma outra dor. Mas é dor que sara. Nas entrelinhas da vida, nas magias e nas (re)descobertas, tirava a poeira do corpo e os pés do chão para melhor caminhar. E finalmente desejou.
A menina tinha esquecido de sonhar!

Mas é preciso.
É preciso deixar o aviso, sempre...nunca é demais:
Cuidado comigo! Cuidado com as minhas estranhezas.
Cuidado que posso te fazer feliz.
Cuidado com a minha vulnerabilidade.
Cuidado com meus choros e meus gritos (silenciosos).
Cuidado com meu sorriso espontâneo.
Ligar. Desligar. Ligar. Ficar mudo.
Foi tudo um pedido de cuidado.


11 de fev. de 2007

Tinha jasmim no quintal.
Flor de cheiro, que se misturava entre coqueiros, guaiamuns e hibiscos.
Tinha cheiro também de gente nova.
Gente com olhares curiosos e de benção.
Traziam cores para o varal, saliva para as delícias,
sons para compartilhar e silêncios para completar.
A vontade de se encontrar, numa busca por si, não se findava.
Tudo se confundia com o desejo de juntar, comungar.
Areia fofa e quente enrijecia as pernas,
e a pele se queimava no mesmo percurso.
Tudo para ir. Ir ao encontro do mar e dos amigos feitos.
E ir tão longe era prazer, era desejo de sagrar o tempo.
Agora, era jeito de gente indo.
Eram olhos mareados.
Era toda vontade de ficar.
Enfim, era varal vazio.
Era beija-flor fora do ninho.
Era silêncio onde não havia.
Era coração feliz.
Era oração.
Era gente dali.

27 de nov. de 2006

Virada no Vento

Cansada.Saudade.De mim.Também.Tentando.Mudar.
Conseguindo.Embora.Seja.Difícil.Chorando.E.Rindo.
Sendo.
Identificando.Observando.
Querendo.Ficar.Sozinha.Também.É.Bom.
Ufa.

15 de nov. de 2006

Se chorar...

Se chorar, não durma.Os olhos incham mais.
A dor pode aumentar.
Ao acordar, olhará no espelho.

...
Se chorar, não ouse parar.Pode piorar.
Se não chorar, olhe no espelho.
Chorar limpa.
Chorar incha.
Chorar esvazia.
Se chorar, não vire de costas.
Se chorar, não durma.