14/05/2011

Buenos Aires, 14 de maio de 2011.

Buenos Aires, 14 de maio de 2011.

Começando a me apaixonar por Buenos Aires. Paixões não são mais tão imediatas nem tão efêmeras para mim. E assim, como uma situação de ser e estar, encontro-me no maior dos gerundios – estou me apaixonando por essa cidade. A cada caminhada uma descoberta. Hoje criei coragem – todo dia tenho tomado uma dose para sair nesse frio. As manhãs têm sido de 16 graus e as noites, mais ou menos, 8. Eu, que amo calor, sol, e que não gosto de usar muita roupa, estou aprendendo a gostar. Tenho que.

Fui almoçar e decidi procurar a exposição La Torre de Babel de Livros. Já havia passado pela Praça San Martín, mas não tinha adentrado. Faça-o quando vier aqui. É simplesmente linda. Muito grande, cheia de árvores, bancos. E é lá que a artista argentina Marta Minujín construiu a torre com mais de 20 mil livros. Embora seja á céu aberto, é preciso marcar um turno – como dizem aqui, para visitar. Magnifica a estrutura. Feita com uma doação feita principlamente pelas Emabaixadas e outra parte pela população, a instalação é uma comemoracão pelo título que Buenos Aires tem de Capital do Livro em 2011.

Em frente a obra, acontecia um grande concerto de tango. Uma orquestra entoava lindos tangos, muitos clássicos e milongas. Finalmente conseguí distinguir a sonoridade. O Tango típico é composto por um violão e o cantor. Com o passar dos tempos foi agragado o bandaleon, instrumento de origem alemã, e mais adiante, outros instrumentos como piano, violino etc. O Tango é mais intenso, tem sua tragédia, mas tem uma doçura encantadora. A Milonga por sua vez é mais graciosa, dançante e me lembrou muito o Maxixe (uma variação do Samba). A Milonga é para dançar mesmo. Linda! Então nesse palco a orquestra apresentou por mais ou menos duas horas. O público estava enlouquecido, e um silêncio quase de Tourada. Então como não se apaixonar?


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